"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

sexta-feira, 31 de julho de 2015

E tudo com a cumplicidade divina...


Sapiência e saberes de feira...

"Vivemos em uma época em que os sucos de limão são feitos com limões artificiais e que os detergentes são feitos com limões verdadeiros."

 "O pirata é o único sujeito que consegue telefonar com o telefone no gancho.”

 “Viva cada dia como se fosse o último, porque um dia desses vai ser mesmo."

 "Um grande amor se constrói tijolo por tijolo mas para acabar com ele basta uma certeira tijolada."

"O importante não é saber, mas sim ter o telefone de quem sabe."

 "É melhor ficar em silêncio e deixar os outros pensando que você é um idiota, do que abrir a boca e não deixar dúvidas!"

 "Quando levar um tapa no rosto, aprenda a dar a outra face... senão vai ficar com a cara torta !!!!"

 "Em terra de cego quem tem um olho é ciclope".

 "Os jovens querem reformar o mundo, mas não sabem nem bater um prego."

 "Sempre use palavras doces e delicadas: nunca se sabe quando você terá de engoli-las."

 "Em briga de marido e mulher não se mete a colher. Devemos entrar de cacetete."

 "A primeira coisa que um homem repara numa mulher depende da direção em que ela está andando!”

"Os daltônicos, em geral, são pobres, pois nunca conseguem ver a cor do dinheiro!"

 “Não ria tanto de tudo. Por que quem acha tudo gozado é faxineira de motel!”

 “Algumas pessoas ouvem a oportunidade bater a porta, mas são muito preguiçosas para levantar e ir abrir.”

 "Quem entra por uma porta e sai pela outra nunca morou em quitinete."

 "O que Deus uniu o homem não separa! É por isso que não dá certo a cirurgia em siamesas!"

 "A fé remove montanhas... mas os apressados preferem dinamite!"

 "Nunca digas: desta água não beberei, a não ser que estejas morrendo afogado".

 "Aprenda com os erros dos outros. Você jamais viverá o bastante para cometê-los todos sozinho".

 “A vida do perneta é monótona, pois para ele as coisas estão sempre no mesmo pé."

 "Você é único, assim como todos os outros."

 "O risco de você sair na rua, levar um tiro e morrer é infinitamente maior se você estiver vivo do que se você já estiver morto!"

 "Não é que os gordos não queiram falar sobre o seu problema da obesidade... é que quase sempre estão com a boca cheia."

 "A maioria dos gênios são reconhecidos apenas depois de mortos, mas, em contrapartida, e para sorte deles, a maioria dos idiotas também!"

 "Os ricos sim podem comer sem dentadura, afinal, para eles tudo é sopa!"

 "Não se preocupe com o preço da gasolina: a justiça vem a cavalo."

 "A Maioria dos livros publicados hoje em dia caem na obscuridade... principalmente quando nossos amigos os levam emprestados."

"O problema com as pessoas que não tem muito a dizer, é que a gente tem que escutá-las muito tempo até perceber isso."

 "O mundo é redondo, mas dentro dele cabem muitas bestas quadradas."

"O homem não vive só do pão, é necessário a manteiga."

"As mulheres satisfeitas não traem, mas quem já viu mulher satisfeita?"

"Nunca discorde da sabedoria do seu pai: afinal, ele pode corta sua mesada.”

"É errado dizer que nada é impossível... certas pessoas fazem exatamente isso a vida toda."

"Alguns políticos prometem mudanças, como um careca que chega ao barbeiro e diz: atrás e nos lados deixa como está."

"Melancia e mulher gostosa ninguém come sozinho."

"Se 90% dos políticos não roubassem tanto, sobraria muito mais pros outros 10% roubarem."

"Quem dá aos pobres empresta a Deus, mas infelizmente as taxas de juros não são as mesmas praticadas pelos bancos."

"Todo homem tem seu preço, mas ás vezes uma cervejinha ajuda a fechar o acordo."

"A solidão pode matar uma pessoa: se ela engasgar quem é que vai bater nas costas dela?"

"Se você repete o ano uma vez é burro, se repete dez é professor!"

"Se é verdade que se pode ler o destino pelas linhas das mãos, então os manetas têm destino ignorado."

"Em mulher não se bate nem com galinha preta!"

“O mundo só é bom porque é uma bola, pois se fossem duas seria um saco."

“90% do meu dinheiro eu gasto com bebida, os outros 10% são do garçom.”

"Mais vale uma mão no peito que duas no sutiã"

"Todos querem o céu, mas vê se alguém quer morrer primeiro?"

 "Se o voto fosse mesmo secreto, ninguém jamais ficaria sabendo o resultado das eleições."

 "Uma pessoa bem sucedida é um mané como você que trabalhou um pouco mais."

 “Tudo que sobe, um dia desce, pergunte para o seu avô."

 "Tudo na vida é passageiro, menos o cobrador e o motorista.”

 "A maioria das pessoas não se preocupa com o dia de amanhã, pois sabem que ele acaba depois de amanhã!"

 "É bom ter sempre dois advogados á disposição... um pra livrar a gente do outro."



quarta-feira, 29 de julho de 2015

E a idiotice vai engolindo tudo...

E os idiotas que mataram um leão no Zimbábue?
E o adolescente que aplicou silicone no pinto e bateu as botas?
E a placa aqui perto de minha casa oferecendo depilação perianal?
E a pixação: "Vulva la vida", ali nas muralhas de um viaduto?



E a campanha nacional para que as donas de casa "salvem a nação" fazendo economia? Rapinaram o país e agora sugerem que a população troque os alimentos "de primeira" pelos de quarta. Ao invés de contra-filé, pelancas das pobres vacas acidentadas nas rodovias. Ao invés de azeite espanhol, óleo diesel. Ao invés de batatas, bolinhos de jornais... Gracias a la vida...

Brasília 29 de julho de 2015 (13:00 horas)

{Todas nuestras humillaciones provienen de que no podemos resolver a morir de hambre. Pagamos cara esa cobardia. Vivir en función de los hombres, sin vocación de mendigo! Rebajarse ante esos macacos encorbatados, suertudos, infatuados! Estar a merced de esas caricaturas, indignas hasta de desprecio! La verguenza de tener que solicitar algo, sea lo que sea, excita el deseo de aniquilar este planeta, con sus jerarquías y las degradaciones que comportan. La sociedad no es um mal, sino un desastre...} Emil Michel Cioran (in: La miséria excitante del espíritu)







domingo, 26 de julho de 2015

Mario Vargas Lhosa escreve sobre Nietzsche (El País de hoje)

Quando Nietzsche veio pela primeira vez a Sils-Maria, no verão de 1879, era uma ruína humana. Sua visão se deteriorava rapidamente, as enxaquecas o atormentavam e as doenças o haviam obrigado a renunciar à sua cátedra na Universidade da Basileia, depois de lecionar ali por dez anos. Esta era na época uma remota região alpina no alto de Engadina, onde os forasteiros mal conseguiam chegar. Foi amor à primeira vista: ficou deslumbrado pelo ar cristalino, o mistério e o vigor das montanhas, as cascatas rumorosas, a serenidade de lagos e lagoas, os esquilos e até os enormes gatos monteses.
Começou a se sentir melhor, escreveu cartas exultantes de entusiasmo pelo lugar e, desde então, voltaria por sete anos consecutivos a Sils-Maria nos verões, por temporadas de três ou quatro meses. Sempre tinha sido um bom caminhante, mas, aqui, andar, subir encostas íngremes, meditar em montes nevados varridos pelos ventos, onde às vezes aterrissavam as águias, rabiscar os aforismos em seus livretos, um de seus meios favoritos de expressão, se tornou uma forma de viver. Em Sils-Maria escreveria ou conceberia seus livros mais importantes, A Gaia CiênciaAssim Falou ZaratustraAlém do Bem e do MalCrepúsculo dos Ídolos e O Anticristo.
Alojava-se na casa —que era também uma loja – do prefeito do povoado e pagava um franco por dia pelo modesto quartinho onde dormia. A casa de Nietzsche é agora um museu e sede da fundação que leva o nome do filósofo. Vale a pena visitá-la, sobretudo se o cicerone no dia for seu amável diretor, Peter André Bloch, que sabe tudo sobre a obra e a vida de Nietzsche e que organiza os seminários e colóquios que atraem a este belo povoado professores, ensaístas e filósofos de todo o mundo. A casa foi totalmente restaurada e oferece uma soberba coleção de fotografias, manuscritos —entre eles poemas e composições musicais de Nietzsche—, primeiras edições e testemunhos de visitantes ilustres, como Thomas Mann, Adorno, Paul Celan, Hermann Hesse, Robert Musil e até o inesperado Pablo Neruda, que escreveu aqui um poema. Boris Pasternak não pôde vir, mas enviou de seu confinamento soviético um longo texto fundamentando sua admiração pelo filósofo.
O único cômodo que não foi restaurado é o dormitório de Nietzsche. Surpreende pelo ascetismo. Uma caminha estreita, uma mesa rústica, um jarro e uma bacia de água. Testemunhos da época dizem que então estava cheia de livros. Mas a verdade é que Nietzsche passava muito mais tempo ao ar livre do que dentro de casa, e pensava e escrevia andando ou descansando entre as longuíssimas caminhadas que fazia diariamente. Duravam cerca de seis horas por dia e às vezes oito e até dez. Agora são mostradas aos turistas algumas rotas que, garantem os guias, eram suas preferidas, mas é pura fábula. Em primeiro lugar, a paisagem agora é diferente, civilizada pela afluência em massa de esquiadores durante o inverno, a abertura de estradas e os chalés esparramados ao redor das pistas de esqui. Nos tempos de Nietzsche esta era ainda uma terra selvagem, sem estradas, abrupta. Depois de uma difícil caminhada em meio aos pinheirais e na neve, quase à sombra, abria-se de repente uma paisagem de Éden, como a que inspiraria as bravatas e filípicas de Zaratustra.
Muitas vezes Nietzsche se perdeu nessas alturas desoladas e, em outras, dormiu e teve sonhos grandiosos ou terríveis que evocou em seus poemas e em sua música. Sempre levava a essas caminhadas um pequeno pacote de frutas e biscoitos, e os caderninhos listrados que sua irmã Elizabeth lhe enviava (podem ser folheados no museu), racista fanática que, para justificar a caluniosa descrição segundo a qual Nietzsche foi um precursor do nazismo, falsificou seus manuscritos e fabricou uma edição espúria de A Vontade de Poder. Em uma das prateleiras da Fundação se exibe a célebre foto de Hitler visitando, acompanhado por Elizabeth, o Memorial de Nietzsche em Weimar.
Muitas das diatribes de Nietzsche contra a religião e, sobretudo, o cristianismo, a ideia de que proclamar a vida terrena é só uma passagem no sentido do além, onde se vive a vida verdadeira, e o maior obstáculo para que os seres humanos fossem soberanos, livres e felizes e se mantivessem condenados a uma escravidão moral que os privava de criatividade, espírito crítico, conhecimentos científicos e iniciativas artísticas, foram gestadas aqui, em Sils-Maria. Mas, curiosamente, ao contrário de uma das imagens mais persistentes de Nietzsche, a de um homem antissocial, sombrio e ensimesmado, resmungão e colérico, pelo menos nos sete verões que aqui passou deixou entre os vizinhos uma imagem radicalmente diferente: a de um homem risonho e simpático, que brincava com as crianças, divertia-se com as piadas dos moradores e evitava a boataria e as discussões da vizinhança.
É verdade que nunca foi um fascista nem um racista; um setor do museu documenta em detalhes sua boa relação com muitos intelectuais e comerciantes judeus e as vezes que escreveu criticando o antissemitismo. Mas também é verdade que nunca foi um democrata nem um liberal. Detestava as multidões e, em especial, as massas da sociedade industrial, nas quais via seres alienados por essa “psicologia de vassalos” engendrada pelo coletivismo, que anulava o espírito rebelde e matava a individualidade. Sempre foi um individualista recalcitrante; acreditava que só o ser humano não gregário, independente, segregado da tribo, que a enfrenta, era capaz de fazer progredir a ciência, a sociedade e a vida em geral. Sua terrível sentença, que era também um prognóstico sobre a cultura que prevaleceria no futuro imediato —“Deus está morto”— não era um grito de desespero, mas de otimismo e esperança, a convicção de que, no mundo futuro, libertados das correntes da religião e da mitologia alienante do além, os seres humanos trabalhariam para tirar o paraíso das névoas ultraterrenas e o trariam para cá, para a história vivida, a realidade cotidiana. Então desapareceriam os estúpidos rancores que tinham recheado a história humana de guerras, cataclismas, abusos, sofrimentos, selvagerias, e surgiria uma fraternidade universal na qual a vida, por fim, valeria a pena ser vivida por todos.
Era uma utopia não menos irreal do que a das religiões que Nietzsche abominava e que faria correr também muitíssimo sangue e dor. Ao fim e ao cabo, seria a democracia, que o filósofo de Sils-Maria tanto desprezou, pois a identificava com o conformismo e a mediocridade, a que mais contribuiria para aproximar os seres humanos desse ideal nietzschiano de uma sociedade de homens e mulheres livres, dotados de espírito crítico, capazes de conviver com todas as suas diferenças, convicções ou crenças, sem se odiar nem se matar.
Sils-Maria, julho de 2015

sábado, 25 de julho de 2015

Os carbonários, os chinelos havaianos, Gauguin e meu velho amigo...

Hoje fui tomar um "café" com um velho amigo (dos velhos amigos, aliás, não resta quase mais nenhum, todos já se foram para o "beleléu") e ele, por mais de uma hora, não parou de falar dos carbonários, de suas vindas para o Brasil junto com a imigração italiana. Mencionou nomes, tipo Giuseppe Garibaldi, Tito Livio Zambeccari e muitos outros que nem lembro. Chegou até a afirmar que Paganini, Nicollo Paganini, o genial violinista genovês que apesar de feio como o diabo costumava "comer" as mulheres dos "nobres" da época, teria sido um deles e como tal, inimigo da monarquia. Chegou a ser preso! Depois corrigiu: a verdadeira razão da prisão de Paganini foi o motivo acima, mas os traídos tiveram que inventar que ele pertencia a um grupo de carbonários, à maçonaria e etc para justificar sua prisão... 
E esse papo foi longe, durou uma eternidade, com o garçom participando e etc. 
Na hora de despedir-nos fez uma pergunta provocativa e bizarra ao garçom:
- Se você tivesse o poder de baixar uma única lei no mundo, qual seria? 
Com as xícaras ainda na mão o moço vestido de preto respondeu a queima-roupa:
- Proibiria a venda e o uso das chinelas havaianas!
Ele ficou boquiaberto e exigiu explicações:
Esse chinelo vagabundo, feito com sobras de borracha vagabunda, 
-  explicou o garçom meio exaltado - com uma tira que vai entre o dedão e o segundo é o que de mais ridículo a modernidade já inventou. Foi ele, inclusive que deu origem à metáfora: pé de chinelo. Eu quando tenho que usá-las, em casos extremos e só em casa, tenho vergonha de mim mesmo.
O próprio nome já é uma usurpação. Vá ao Havaí ver se alguém por lá usa uma geringonça dessas. E quando alguém a está usando, podes saber que é um turista, um desses babacões que foi lá para surfar. O surf transformado numa petite-religion!
Veja nas centenas de pinturas do Gauguin - claro que feitas no Tahiti, não no Havai, mas é a mesma coisa - se há alguém usando algo parecido...

Tomaso Albinoni (Porque hoje é sábado)

sexta-feira, 24 de julho de 2015

O caos e a Grécia de Meleagro...





E a Grécia? E o Templo de Hefesto e o de Zeus? A Acrópole? O Museu bizantino? As ruínas do Parthenon? E a deusa Athena e o Minotauro?, ficarão calados, não farão nada? Também teriam sucumbido ao Euro, à Bolsa de Valores e aos larápios internacionais? E amanhã, onde se poderá comer um legítimo moussaka? E o labirinto de Creta? E os antigos cantos a Dionisio?
Já no século primeiro A.C. o grego meleagro - não sei em que contesto social e histórico - havia escrito numa composição poética ou num epigrama:
[Que há de espantoso que seja sírio? Ó estrangeiro! habitamos uma única pátria, o Mundo. Um só caos gerou todos os mortais...]

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Outra reflexão do mendigo K.: A roupa salvou a espécie...


Aqui no Distrito Federal existe uma piscina popular que é uma maravilha: instalada no meio de uma reserva florestal, com cachoeira, caldo de cana, pamonhas, pastéis, espigas de milho, tucanos, pica-paus e macacos voando de uma galharia a outra e até com tigres que chegam à noite para lambiscar a cachoeira.. 
E o populacho que a frequenta chega sempre feliz da vida com a família inteira trazendo panelões de comida, garrafadas de K.Suco, mangas e melancia como sobremesa. Existem banheiros, mas todo mundo prefere mijar na água mesmo. Segundo um salva-vidas, alguns, mais atrevidos, até "copulam" naquela água cristalina, água que durante muito tempo os naturistas levavam para casa em barris pensando que era potável e mineral. Depois se descobriu que estava contaminada por um lixão clandestino. Foi lá que encontrei novamente o mendigo K. Caminhava pelas beiradas com um bermudão desbotado, as unhas dos pés tipo as do Zé do Caixão e o esqueleto ao sol olhando de lado e cinicamente para as meninas semi-nuas e para os casais que se espreguiçavam e se bolinavam nas pedras ferventes do piso. Inicialmente fingiu que não me viu, mas depois veio revelar-me uma reflexão nascida -segundo ele - naquele mesmo instante:
- A roupa salvou a humanidade - me disse. E continuou:
Se não fosse a roupa, as fantasias, o desejo e a própria espécie já teriam desaparecido... Olhe ao nosso redor! Foi apontando para umas mulheres que pareciam verdadeiras baleias e para uns homens que pareciam saídos do Hades... Nenhum animal é mais ridículo do que este quando está nú.  Concluiu... 

O NINHO DO ABUTRE - Aqui Hitler passava férias...


segunda-feira, 20 de julho de 2015

Filosofia do mendigo K... sobre a babaquice da "melhor idade".....

Depois de umas quatro semanas hoje encontrei o Mendigo K., bem ali em frente ao cartório Quarto Ofício de Notas. Usava um chapéu tipo mexicano, uma espécie de macacão com os joelhos para fora e uma sacola branca amarrada ao ombro esquerdo. Não me reconheceu. Sua catarata deve ter-se agravado - pensei. 
Veio quase se arrastando em minha direção e, exibindo uma receita médica pediu-me dez reais para comprar uma caixa de omeprazol 50 mg. Quem é que ainda não usou omeprazol? Depois que lhe passei a nota de dez reais rosnou para si mesmo: 
- Dos 65 até os fornos do crematório o sujeito - tenha levado uma vida de monge ou de devasso - terá que passar infalível e impreterivelmente pelo inferno...

domingo, 19 de julho de 2015

Novidade no mercado editorial...

"Toda a sabedoria dos antigos era COSMOLOGIA, (Ciência do mundo), toda a sabedoria dos modernos é TEOLOGIA, (Ciência de deus)." Max Stirner (que vergonha e que decadência!)

Depois de tentar durante décadas convencer a população de que a leitura era algo importante tanto para a soberania do sujeito como para a soberania do país, os editores e os livreiros, decepcionados, começaram a investir sabem em quê? EM LIVROS PARA COLORIR. 
E não pensem que seus "clientes alvo" sejam as crianças de até sete/oito anos ou então adolescentes com alguma "dificuldade especial", não, são os adultos mesmo: donas de casa, professores, universitários, empresários, funcionários públicos e etc. Você não acredita? Depois de comprar suas caixas de lápis de cor, vá à livraria mais próxima e veja lá os "últimos lançamentos" dessa idiotice...
Agora, como vivemos numa Democracia, e num Estado de direito, você tem a liberdade absoluta de escolher entre colorir qualquer um dos 06 mais vendidos em 2015, conforme a tabela abaixo que me foi anonimamente enviada, ou, se for mais exigente, encomendar ao livreiro o Pequeno Príncipe, Os anões e os sete leitões, A paciência de Jó e coisas do gênero. 
Enfim: nada é mais triste do que nascer, crescer e viver numa "pátria educadora"!



segunda-feira, 13 de julho de 2015

Uma semana em que o mundo foi pródigo para com as mulheres...

A semana que passou foi pródiga em elogios e em aventuras no mundo feminino.
1. De passagem pelo Paraguai, o Papa, lembrando os horrores da Guerra do Paraguai e o papel das paraguaias naquele momento, declarou, esbanjando simpatia, que "a mulher paraguaia é a mais gloriosa da América".
2. O principal jornal aqui da cidade fez um imenso artigo sobre a prostituição feminina ali na W3 norte, onde menciona também as "meninas"que os envolvidos na roubalheira da Petrobras "comiam", às vezes, pagando até vinte mil reais por um programa.
Além disso 
3. releio textos da conhecida, reverenciada e revolucionária psiquiatra junguiana, Nise da Silveira criadora em 1952 do Museo de imagens do Inconsciente e autora, entre muitos outros, do livro GATOS, A EMOÇÃO DE LIDAR.
Nise lutou contra os métodos agressivos de então que eram usados com pacientes psiquiátricos  (Eletrochoques, lobotomias e etc) e foi praticamente a primeira e única na área a entender e a valorizar o papel terapêutico que os animais exercem sobre as pessoas com transtornos mentais.
Numa de suas entrevistas ou de seus textos, para espanto tanto do mundo feminino como do masculino essa mulher declarou: "O homem é mau, mas a mulher é perversa. A mulher sabe ser ruim como o demônio. Uma mulher engana o diabo. Duas enganam o inferno inteiro..."



domingo, 12 de julho de 2015

Lambram do El Chapo? Fugiu novamente de um presídio mexicano...







"Se não posso ter o destino mais brilhante, quero o mais miserável, não para uma solidão estéril, mas afim de obter, de tão rara matéria, uma obra nova. E se a metempsicose me conceder uma nova moradia, escolho este planeta maldito, habito-o com os forçados da minha raça. Entre pavorosos répteis, vou à procura de uma morte eterna, miserável, em trevas cujas folhas são pretas, a água dos pântanos espessa e fria, onde o sono me será negado. Ao contrário, cada vez mais lúcido, reconheço a imunda fraternidade dos crocodilos sorridentes..." Jean Genet




sábado, 11 de julho de 2015

NiccoloPaganini... O violinista endiabrado.



De divinos a suínos...

De acordo com um famoso geneticista, a espécie humana surgiu após uma fêmea de porco ter relações sexuais com um chimpanzé.

A afirmação é extremamente controversa e causou polêmica. A alegação é do pesquisador Eugene McCarthy, da Universidade da Geórgia, considerado líder mundial sobre assuntos que envolvam animais híbridos. 
Ele ressalta que enquanto os seres humanos têm muitas características em comum com os chimpanzés, também temos uma infinidade de coisas que não são 
compartilhadas com outros primatas.
O Dr. McCarthy afirmou que essas características divergentes são, provavelmente, o resultado de uma origem híbrida em algum ponto distante na história evolutiva humana.

Além disso, ele sugere que há um animal que tem todas as características que distinguem os seres humanos de nossos primatas no reino animal: “O que é esse outro animal que tem todas essas características? Ele pergunta retoricamente. A resposta é apenas uma: o porco”.
Dr. McCarthy elaborou sua hipótese e surpreendeu o mundo em um artigo publicado no site Macro Evolution. Ele comentou ainda que isso é apenas uma hipótese, mas existem provas convincentes que podem sustentá-la.
Atualmente, os cientistas supõem que os chimpanzés são mais próximos dos parentes evolutivos dos seres humanos atuais, uma teoria amplamente apoiada pelas evidências genéticas.
No entanto, o Dr. McCarthy aponta que, apesar da similaridade genética, há um grande número de características anatômicas que distinguem as duas espécies.
Essas características distintas, incluindo a pele sem pelos densos, uma espessa camada de gordura subcutânea, olhos claros, nariz saliente e cílios pesados são apenas alguns pontos ressaltados por ele que são compartilhadas com os suínos.
Há também um certo número de semelhanças menos óbvias, mas igualmente inexplicáveis, entre os humanos e os porcos, como a estrutura da pele e os órgãos.
Na verdade, os tecidos da pele do porco e suas válvulas cardíacas podem até serem usadas na medicina devido à semelhança e compatibilidade com o corpo humano.
Ele disse que o porco-chimpanzé original foi, provavelmente, seguido por várias gerações de “backcrossing”, onde os filhos dele viviam entre os chimpanzés e se acasalavam com eles – tornando-se mais como chimpanzés e menos suínos a cada nova geração.
Isso ajuda a explicar o problema da infertilidade dos híbridos. Ele afirma que a crença popular que os híbridos são sempre estéreis é uma afirmação falsa e que, em muitos casos, eles são capazes de reprodução com companheiros da mesma espécie de um dos pais.
Depois de várias gerações, a cepa híbrida teria se tornado fértil o suficiente para reproduzirem entre si.
Evidentemente, a teoria de McCarthy foi alvo de inúmeras críticas por biólogos evolucionistas.

EL DIARIO - / La Paz - Bolívia / Um país numa merda secular disponibilizou 2,4 milhões de bolivianos (moeda local) para receber o Papa.

ANF).- La referencia al conflicto marítimo con Chile, el crucifijo con símbolos comunistas que le regaló el presidente Morales o las disculpas ofrecidas por el Pontífice en nombre de la Iglesia por los “crímenes” cometidos contra los pueblos indígenas durante la “conquista de América”, fueron los instantes más significativos de la visita que el Papa Francisco culminó este viernes 10 de julio en Bolivia. Antes pasó por Ecuador y ahora se dirige a Paraguay. 
En su primera jornada el miércoles 8 de julio se vivió un momento memorable. En su mensaje en la catedral de La Paz se salió del guión e improvisó las siguientes palabras: "acá estoy pensando en el mar, el diálogo, el diálogo es indispensable". 
La versión oficial del discurso, enviada por la oficina de prensa de la Santa Sede, no contenía referencia al mar (aunque estaba implícita). Dichas palabras se convirtieron de inmediato en noticia y generaron repercusiones en Chile y otros países. 
La cara de sorpresa del Pontífice al recibir una cruz formada por la hoz y el martillo (símbolos comunistas) de parte de Evo Morales fue sin duda otro momento controvertido. 
El obsequió generó gran revuelo en las redes sociales ya que no se informó debidamente de que se trataba de una réplica de la figura creada en los años 70 por el padre jesuita español Luis Espinal como símbolo de su compromiso con las luchas sociales y su simpatía a las ideas del socialismo. 
El Papa Francisco rindió un breve homenaje el miércoles a Espinal en la denominada Curva Autopista, en las cercanías de donde fue asesinado. 
A pesar que de que era conocido que el Pontífice no recibe condecoraciones, el presidente también le hizo entrega de dos de ellas: el Cóndor de los Andes y la distinción Luis Espinal. Francisco las donó a la Virgen de Copacabana, patrona de Bolivia, en su último día de visita. 
Los discursos de su Santidad conmocionaron a bolivianos y extranjeros, especialmente el que ofreció en la clausura del II Encuentro Mundial de los Movimientos Populares al que asistieron 1.500 delegados de al menos 30 países en Santa Cruz. Allí arremetió contra un sistema global excluyente y discriminador, ensalzó el rol protagónico de los sectores populares y pidió perdón “por los crímenes contra los pueblos originarios durante la llamada conquista de América”. 
Francisco no fue el primero en pedir perdón. Juan Pablo II ya se disculpó por ello en el pasado. 
Evo Morales cerró su discurso minutos antes dándole las gracias al Pontífice y dijo: “es la primera vez que tengo un Papa: Papa Francisco”. 
La visita histórica al recinto penitenciario de Palmasola dejó un sabor agridulce a los privados de libertad que esperaban que el Papa fuera un intermediario de sus pedidos a las autoridades, entre los que destacan el indulto y la amnistía para determinados reclusos. 
Las y los internos abrieron las puertas del penal por primera vez a un Papa con el afán de hacerle testigo del corrupto y vulnerador sistema penitenciario existente en el país, donde muchos duermen en el suelo, comen con menos de un dólar diario y la retardación de la justicia se extiende entre el 84% de la población reclusa. 
También generó descontento su paso fugaz por El Alto y La Paz el miércoles 8 de julio. Debido a que el avión proveniente de Ecuador aterrizó con retraso en Bolivia, las miles de personas apostadas incluso desde la noche anterior en las inmediaciones a los lugares por los que pasó Francisco vieron apenas durante unos segundos a su Santidad, que después del discurso de bienvenida en El Alto no descendió del papamóvil para saludar a los feligreses que llegaron desde todos los puntos cardinales del país. 
A pesar de que Bolivia es un Estado laico –aunque el 75% de la población se define como católica– el gobierno ordenó un gasto de 2,4 millones de bolivianos para la organización de los eventos litúrgicos, aparte de movilizar a 11.000 efectivos de la Policía y 6.000 del Ejército. Según estimaciones del ministerio de Culturas y Turismo, la visita habría generado 122 millones de dólares y movilizado a casi dos millones de personas entre nacionales y extranjeros.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Manhã de carnaval...

O botão do caos ou um pouco de metafísica e de astrologia política...



Observem como esses "astrólogos da política" não querem, em hipótese nenhuma, cogitar e muito menos levar em conta as elementares proposições de James Guillaume, já em 1876.
 "No se trata de mejorar ciertas instituciones del pasado para adaptarlas a una sociedade nueva, sino de suprimirlas. Así, se suprimirán radicalmente el gobierno, el ejército, los tribunales, la iglesia, la escuela, la banca, y todo lo relacionado con ellos". 

quarta-feira, 8 de julho de 2015

O mais belo lugar do mundo...








Uma criança sendo criada com porcos... Seria isso o confucionismo ou o ZEN?


Na cidade chinesa de Fangyu, depois de denúncias de vizinhos, um garoto com menos de 10 anos foi encontrado vivendo num chiqueiro junto com os porcos.

- [ "Yo vengo acá para buscar la verdad del Budismo", decía un alumno a su maestro.
- "Por qué buscas tú tal cosa aqui?" repuso el maestro. "por qué das vueltas por el mundo y desprecias el tesoro precioso que hay en tu casa? Yo no tengo nada que darte, y qué verdad budista anhelas encontrar em mi convento o monasterio? Aqui no hay nada, absolutamente nada".]




terça-feira, 7 de julho de 2015

O jesuíta e Papa argentino também enfrenta protestos na América Latina...



Kant e a passagem da menoridade para a maioridade...



1. A preguiça e a covardia são as causas pelas quais uma parte tão grande dos homens, libertos há muito pela natureza de toda tutela alheia, comprazem-se em permanecer por toda sua vida menores; e é por isso que é tão fácil a outros instituirem-se seus tutores... 

2. Após ter começado a emburrecer seus animais domésticos e cuidadosamente impedir que essas criaturas tranquilas sejam autorizadas a arriscar o menor passo sem o andador que as sustenta, mostram-lhes em seguida o perigo que as ameaça se tentam andar sozinhas... 

3. Ouço clamar de todas as partes: não raciocinai! O oficial diz: não raciocinai, mas fazei o exercício! O conselheiro de finanças: não raciocinai, mas pagai! O padre: não raciocinai, mas crede! Só existe um senhor no mundo que diz: raciocinai o quanto quiserdes, e sobre o que quiserdes, mas obedecei! 

4. Um homem pode, a rigor, pessoalmente e, mesmo então, somente por algum tempo, retardar o Esclarecimento em relação ao que ele tem a obrigação de saber; mas renunciar a ele, seja em caráter pessoal, seja ainda mais para a posteridade, significa lesar os direitos da humanidade, e pisar-lhe em cima...   

5. Situei o alvo principal do Esclarecimento, a saída do homem da menoridade da qual ele próprio é culpado, principalmente no domínio da religião: pois, em relação às ciências e às artes, nossos soberanos não se interessaram em desempenhar o papel de tutores de seus súditos...Como Perder barriga