"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

SETE BILHÕES!!! QUE IRRESPONSABILIDADE!!!


E não conheço nenhum que tenha pedido para nascer!!!



Filhos do acaso e do ocaso! Em copulação e reprodução só perdemos para os ratos. O pior é que desses sete bilhões apenas alguns poucos, bem poucos realmente produzem algo de importante para as espécies e para o planeta. O resto é só estorvo, só veio para encher o saco. A grande maioria não faz outra coisa que bater palmas, ruminar, bocejar, assinar procurações em branco para bandidos e dar gingado ao rebanho. Se são sete bilhões de vivos não há matemática que nos precise quantos são os mortos. Uns cem bilhões? Uns duzentos bilhões? Mas então o mundo é um grande cemitério? O que foi feito com esses pobres condenados da terra? Para onde foram? Se por aqui já nos falta privacidade, espaço e ar, imaginem o aperto e a promiscuidade lá no "limbo", no "paraíso" e principalmente lá no "inferno"!

SETE BILHÕES!!! QUE IRRESPONSABILIDADE!!!


E não conheço nenhum que tenha pedido para nascer!!!



Filhos do acaso e do ocaso! Em copulação e reprodução só perdemos para os ratos. O pior é que desses sete bilhões apenas alguns poucos, bem poucos realmente produzem algo de importante para as espécies e para o planeta. O resto é só estorvo, só veio para encher o saco. A grande maioria não faz outra coisa que bater palmas, ruminar, bocejar, assinar procurações em branco para bandidos e dar gingado ao rebanho. Se são sete bilhões de vivos não há matemática que nos precise quantos são os mortos. Uns cem bilhões? Uns duzentos bilhões? Mas então o mundo é um grande cemitério? O que foi feito com esses pobres condenados da terra? Para onde foram? Se por aqui já nos falta privacidade, espaço e ar, imaginem o aperto e a promiscuidade lá no "limbo", no "paraíso" e principalmente lá no "inferno"!

Até o Drumond ficaria abobalhado ao ver que essa sua pequena bobagem se disseminou pelo mundo todo...

Até o Drumond ficaria abobalhado ao ver que essa sua pequena bobagem se disseminou pelo mundo todo...

AFRICA...

AFRICA...

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A CHAVE DE TODOS OS MALES...


Nesta manhã ensolarada, dia do “servidor público” cruzei acidentalmente com um famoso professor de ética, no momento exato em que ele saia do quiosque de um chaveiro. Ia com um bermudão grotesco, chapéu, umas botinas estranhas e uma mochila nos ombros que lhe dava o aspecto genuíno daqueles vagabundos italianos da idade do ferro. Depois de relatar-me do nada e meio compulsivamente que a mulher do Thomas Mann (o autor de Montanha mágica) era brasileira, tirou a chave que levava dependurada à cintura feita com aço fosco, objeto que segundo ele tinha mais de 100 anos e me confidenciou:

A única herança que recebi de meus ancestrais foi um cofre, vazio, claro – gracejou. Um daqueles cofres pretos, fabricados na Alemanha e que pesam quase meia tonelada... Sabe qual é? Esta é sua chave. Cópia única. Passei em 8 chaveiros tentando fazer uma réplica, mas nada. O que me frustrou mesmo nessa tentativa nem foi tanto a impossibilidade de fazer uma cópia, mas a indiferença dos chaveiros para com esta verdadeira relíquia. Veja só: depois que esses brutamontes a examinavam por todos os ângulos e concluíam que não era possível reproduzi-la, eu repeti a todos os 8 e com ênfase a mesma frase: sabia que essa aí tem mais de 100 anos? Pense bem, para uma chave ter mais de 100 anos naturalmente passou pelas mãos de um monte de gerações, meu bisavô, meu avô, meus tios, meu pai etc., não é verdade? Isto por si só não merecia algum tipo de manifestação, mesmo que fosse de desprezo ou sei lá o que? Claro que em função desse meu entusiasmo esperava que todos eles deixassem escapar algum elogio, pelo menos uma exclamação, algum tipo de espanto, alguma surpresa. Nada! A única coisa que consegui arrancar-lhes foi um chocho e medíocre: Éhhh, éhhh, éhhh, Huunn, humnm... Que porra de gente é essa que não consegue expressar nenhum tipo de sentimento??? (Esbravejou antes de partir)

A CHAVE DE TODOS OS MALES...


Nesta manhã ensolarada, dia do “servidor público” cruzei acidentalmente com um famoso professor de ética, no momento exato em que ele saia do quiosque de um chaveiro. Ia com um bermudão grotesco, chapéu, umas botinas estranhas e uma mochila nos ombros que lhe dava o aspecto genuíno daqueles vagabundos italianos da idade do ferro. Depois de relatar-me do nada e meio compulsivamente que a mulher do Thomas Mann (o autor de Montanha mágica) era brasileira, tirou a chave que levava dependurada à cintura feita com aço fosco, objeto que segundo ele tinha mais de 100 anos e me confidenciou:

A única herança que recebi de meus ancestrais foi um cofre, vazio, claro – gracejou. Um daqueles cofres pretos, fabricados na Alemanha e que pesam quase meia tonelada... Sabe qual é? Esta é sua chave. Cópia única. Passei em 8 chaveiros tentando fazer uma réplica, mas nada. O que me frustrou mesmo nessa tentativa nem foi tanto a impossibilidade de fazer uma cópia, mas a indiferença dos chaveiros para com esta verdadeira relíquia. Veja só: depois que esses brutamontes a examinavam por todos os ângulos e concluíam que não era possível reproduzi-la, eu repeti a todos os 8 e com ênfase a mesma frase: sabia que essa aí tem mais de 100 anos? Pense bem, para uma chave ter mais de 100 anos naturalmente passou pelas mãos de um monte de gerações, meu bisavô, meu avô, meus tios, meu pai etc., não é verdade? Isto por si só não merecia algum tipo de manifestação, mesmo que fosse de desprezo ou sei lá o que? Claro que em função desse meu entusiasmo esperava que todos eles deixassem escapar algum elogio, pelo menos uma exclamação, algum tipo de espanto, alguma surpresa. Nada! A única coisa que consegui arrancar-lhes foi um chocho e medíocre: Éhhh, éhhh, éhhh, Huunn, humnm... Que porra de gente é essa que não consegue expressar nenhum tipo de sentimento??? (Esbravejou antes de partir)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

FOBIA AO TRABALHO...

Os milaneses estão surpresos com a inédita recusa de Patrícia Reggiani (condenada a 26 anos com 14 já cumpridos) de trocar a penitenciária pelo trabalho numa escola ou num bar. “Nunca trabalhei na vida, não penso em começar agora” – retrucou ao juiz que lhe propôs a liberdade. Patrícia Reggiani – os ‘petimetres’ e os alienados da moda devem lembrar-se – foi a mulher do Mauricio Gucci, sobrinho do chefão da moda italiana, aquele porra louca e extravagante que foi assassinado a mando dela. Acostumada a turbinar as passarelas, as farras noturnas de Milão e a gastar fortunas com futilidades (só com orquídeas gastava vinte mil por mês), nem precisa fazer muito esforço para justificar sua admirável e compreensível fobia ao trabalho. Quando alguém prefere uma cela à liberdade não lhes parece que é mais do que a hora de redefinir essa ficção? Aliás, na minha adolescência conheci um sujeito que não tinha dúvidas: preferia uma prisão nos EEUU do que estar solto por aqui. Deve estar mofando por lá. Dizem que ao ser presa e ao colocar os pés no presídio a senhora Patrícia exclamou: “Ai de mim! Se pelo menos pudesse maquiar-me!”. Que seria do mundo sem esses lances cômicos, infanto-juvenis e perversos da burguesia!?

FOBIA AO TRABALHO...

Os milaneses estão surpresos com a inédita recusa de Patrícia Reggiani (condenada a 26 anos com 14 já cumpridos) de trocar a penitenciária pelo trabalho numa escola ou num bar. “Nunca trabalhei na vida, não penso em começar agora” – retrucou ao juiz que lhe propôs a liberdade. Patrícia Reggiani – os ‘petimetres’ e os alienados da moda devem lembrar-se – foi a mulher do Mauricio Gucci, sobrinho do chefão da moda italiana, aquele porra louca e extravagante que foi assassinado a mando dela. Acostumada a turbinar as passarelas, as farras noturnas de Milão e a gastar fortunas com futilidades (só com orquídeas gastava vinte mil por mês), nem precisa fazer muito esforço para justificar sua admirável e compreensível fobia ao trabalho. Quando alguém prefere uma cela à liberdade não lhes parece que é mais do que a hora de redefinir essa ficção? Aliás, na minha adolescência conheci um sujeito que não tinha dúvidas: preferia uma prisão nos EEUU do que estar solto por aqui. Deve estar mofando por lá. Dizem que ao ser presa e ao colocar os pés no presídio a senhora Patrícia exclamou: “Ai de mim! Se pelo menos pudesse maquiar-me!”. Que seria do mundo sem esses lances cômicos, infanto-juvenis e perversos da burguesia!?

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Kadafi e as areias do deserto...

Por mais desgraçado e terrível que tenha sido o fim de vida do Kadafi, ninguém poderá negar a poética e o significado transcendente que há em ser enterrado anonimamente nas areias do deserto. Quais de seus verdugos terá um destino semelhante? Nenhum. O Sarkozy, provavelmente, irá para o monótono e turístico Cemitério de Montmartre; o Berlusconi, se não for jogado para os cães, se desintegrará nos barulhentos arredores romanos; o Obama será burocraticamente depositado ao lado de outros do mesmo naipe etc., etc. Kadafi, exótico em vida & exótico na morte! Mesmo a fila para ver seu corpo crivado de balas e apodrecendo, ficou evidente, foi muito mais uma manifestação de idolatria e de culpa do que de ódio e de desprezo. Como depressão pós assassinato e numa tentativa de reparação a turba ensanguentada lhe devolveu a solidão absoluta das areias e as noites intermináveis do deserto. O que mais poderia desejar deste planeta desvairado um autêntico beduíno? Se Kadafi tivesse tido tempo de pronunciar uma frase a respeito de seu destino, com certeza recitaria esta da sabedoria popular árabe: “se teu cão passa fome, qualquer pessoa que oferecer-lhe um pedaço de comida conseguirá afastá-lo de ti".

Kadafi e as areias do deserto...

Por mais desgraçado e terrível que tenha sido o fim de vida do Kadafi, ninguém poderá negar a poética e o significado transcendente que há em ser enterrado anonimamente nas areias do deserto. Quais de seus verdugos terá um destino semelhante? Nenhum. O Sarkozy, provavelmente, irá para o monótono e turístico Cemitério de Montmartre; o Berlusconi, se não for jogado para os cães, se desintegrará nos barulhentos arredores romanos; o Obama será burocraticamente depositado ao lado de outros do mesmo naipe etc., etc. Kadafi, exótico em vida & exótico na morte! Mesmo a fila para ver seu corpo crivado de balas e apodrecendo, ficou evidente, foi muito mais uma manifestação de idolatria e de culpa do que de ódio e de desprezo. Como depressão pós assassinato e numa tentativa de reparação a turba ensanguentada lhe devolveu a solidão absoluta das areias e as noites intermináveis do deserto. O que mais poderia desejar deste planeta desvairado um autêntico beduíno? Se Kadafi tivesse tido tempo de pronunciar uma frase a respeito de seu destino, com certeza recitaria esta da sabedoria popular árabe: “se teu cão passa fome, qualquer pessoa que oferecer-lhe um pedaço de comida conseguirá afastá-lo de ti".

DO LUXO AO LIXO! Esta mulher se chama Olga Onassis...

















http://www.elpais.com/articulo/agenda/saga/millonaria/cubo/basura/elpepugen
/20111023elpepiage_2/Tes

DO LUXO AO LIXO! Esta mulher se chama Olga Onassis...

















http://www.elpais.com/articulo/agenda/saga/millonaria/cubo/basura/elpepugen
/20111023elpepiage_2/Tes

domingo, 23 de outubro de 2011

Allan Kardec incinerado...


Foi ali na esquina de um desses botecos suspeitos e maldizentes onde muita gente vem aos domingos beber cachaça e comer cascos, orelhas e rabos de porco, que deparei-me com esses dois livros recém chamuscados e jogados ao lado de uma mesa de xadrez. Não teria dado a mínima se um deles não fosse nada mais nada menos que o Evangelho segundo o espiritismo do pilantra francês Allan Kardec (1804-1869). Segundo uns comensais que estavam no local, o ato inquisitorial teria sido praticado por um indigente que, depois de tentar trocá-los por umas garrafas, encheu-se de cólera, puxou do bolso um daqueles isqueiros antigos de querozene e, como protesto, os incendiou ali mesmo. Allan Kardec! Dizem que esse cognome teria surgido da idéia delirante do prof. Hippolyte Léon Denizard Rivail de que "em outras vidas" tivera um companheiro druída com esse apelido... Oh Santa Ignorância!, mais ópio e mais absinto s'il vous plait!!!
Inúmeros foram os finais de semana que sob as nevascas parisienses e com os bolsos cheios de amêndoas tunisianas, depois de passar pela lápide de Jim Morrinson dava também uma passada pelo mausoléu desse cínico la no Père -Lachaise só para assistir a peregrinação e a pantomima dos crentes que, exaustos pelas ribanceiras de suas vidas circulavam por lá para beijar sua estátua de bronze e para despachar alguma súplica ou algum recado para as trevas. Quanta pequenez, embriaguez e desamparo nessa espécie!!!
Mas voltando ao livro calcinado e jogado na calçada do boteco, depois de fotografá-lo virei suas páginas com o bico de minhas botas e deparei-me com esta inscrição intacta e em forma de dedicatória já na segunda folha: "Neste país, a definição de sujeito de esquerda ou de direita refere-se somente à mão usada para roubar. Os do centro são ambidestros, isto é, roubam com as duas". GRAÇAS a Allan Kardec, minha manhã dominical estava mais do que ganha!

Allan Kardec incinerado...


Foi ali na esquina de um desses botecos suspeitos e maldizentes onde muita gente vem aos domingos beber cachaça e comer cascos, orelhas e rabos de porco, que deparei-me com esses dois livros recém chamuscados e jogados ao lado de uma mesa de xadrez. Não teria dado a mínima se um deles não fosse nada mais nada menos que o Evangelho segundo o espiritismo do pilantra francês Allan Kardec (1804-1869). Segundo uns comensais que estavam no local, o ato inquisitorial teria sido praticado por um indigente que, depois de tentar trocá-los por umas garrafas, encheu-se de cólera, puxou do bolso um daqueles isqueiros antigos de querozene e, como protesto, os incendiou ali mesmo. Allan Kardec! Dizem que esse cognome teria surgido da idéia delirante do prof. Hippolyte Léon Denizard Rivail de que "em outras vidas" tivera um companheiro druída com esse apelido... Oh Santa Ignorância!, mais ópio e mais absinto s'il vous plait!!!
Inúmeros foram os finais de semana que sob as nevascas parisienses e com os bolsos cheios de amêndoas tunisianas, depois de passar pela lápide de Jim Morrinson dava também uma passada pelo mausoléu desse cínico la no Père -Lachaise só para assistir a peregrinação e a pantomima dos crentes que, exaustos pelas ribanceiras de suas vidas circulavam por lá para beijar sua estátua de bronze e para despachar alguma súplica ou algum recado para as trevas. Quanta pequenez, embriaguez e desamparo nessa espécie!!!
Mas voltando ao livro calcinado e jogado na calçada do boteco, depois de fotografá-lo virei suas páginas com o bico de minhas botas e deparei-me com esta inscrição intacta e em forma de dedicatória já na segunda folha: "Neste país, a definição de sujeito de esquerda ou de direita refere-se somente à mão usada para roubar. Os do centro são ambidestros, isto é, roubam com as duas". GRAÇAS a Allan Kardec, minha manhã dominical estava mais do que ganha!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

VINTE E CINCO ANOS ANTES...






























http://video.corriere.it/libia-ultimi-istanti-gheddafi-prima-esecuzione/37dfe784-fbad-11e0-a389-b44dd5e172d2



VINTE E CINCO ANOS ANTES...






























http://video.corriere.it/libia-ultimi-istanti-gheddafi-prima-esecuzione/37dfe784-fbad-11e0-a389-b44dd5e172d2



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Sinceramente: quem é que não sente mais afeto por Kadafi morto do que por esse bando de idiotas???


Sinceramente: quem é que não sente mais afeto por Kadafi morto do que por esse bando de idiotas???


ATENÇÃO: AMANHÃ É O DIA DO JUÍZO FINAL!!!



Ao longo da insólita e tenebrosa estrada percorrida até aqui por nossa espécie não foram poucos os lunáticos e malandros que em diversas épocas profetizaram o “fim do mundo”. Não sei se para melhor ou para pior, foram apenas delírios, e continuamos todos aqui remando com as quatro patas em direção a um continente fictício, cada vez mais boquiabertos com a lastimável condição humana. Para amanhã, dia 21 de outubro está profetizada uma hecatombe planetária, o dia do Juízo Final, aquele mesmo que, segundo o pastor Harold Camping deveria ter acontecido no dia 21 de maio de 2011 e que não deixará pedra e nem Ong sobre Ong. Aliás, por que será que os deuses teriam estendido nosso aviso prévio por mais quatro meses? Para o beduíno Kadafi, evidentemente, o fim do mundo aconteceu um dia antes! 

Mas, e se desta vez o pastor estiver com a razão? Se amanhã cedo o planeta estiver transformado numa bola de ruínas, com mares sanguinolentos e com prontuários, processos, violinos, bíblias, cigarras, calcinhas e cuecas, computadores e pacotes de dinheiro flutuando no meio de corpos e de destroços? E se alguém de nós, (ou de vós) por castigo, se salvasse? E se algum Noé tivesse que esperar as águas baixarem e reiniciar toda essa pantomima e toda essa baboseira novamente? Será que algum terráqueo ou algum mané altruísta se candidataria? Ou então, e se depois do desastre a terra com seus escombros e com todas suas misérias ficasse um ou dois milhões de anos vazia, silenciosa, na mais profunda solidão, livre de buzinas, de cacarejos e de propinas? Livres do espiritismo, do catolicismo, do judaísmo, do islamismo e de todos os cretinismos???

São minguadas as esperanças disso vir acontecer! Tudo indica que essa lengalenga ainda irá muito mais longe e que amanhã cedo o Congresso ainda estará lá, no mesmo lugar, com suas ratazanas maiores engravatadas e com ares de seriedade defendendo implacavelmente os ratos menores e potencializando a mentirada geral que toma conta de absolutamente tudo.

Observem como só a mentira e o engodo progridem! E não é apenas o povo, mas a espécie que, desde sempre, precisa ser enganada. Voltaire, reproduz parte do papo entre dois confucionistas que se encontram por acaso: “Devemos imitar o Ser Supremo, que não nos mostra as coisas tais como são; faz-nos ver o Sol com um diâmetro de dois ou três pés, - por exemplo - embora este astro seja um milhão de vezes maior do que a terra; faz-nos ver a Lua e as estrelas pregadas sobre um fundo azul igual, quando estão a distâncias diferentes. Quer que uma torre quadrada nos pareça redonda; quer que o fogo pareça quente, quando não é quente nem frio; finalmente, rodeia-nos de erros, todos convenientes à nossa (miserável) natureza”.

ATENÇÃO: AMANHÃ É O DIA DO JUÍZO FINAL!!!



Ao longo da insólita e tenebrosa estrada percorrida até aqui por nossa espécie não foram poucos os lunáticos e malandros que em diversas épocas profetizaram o “fim do mundo”. Não sei se para melhor ou para pior, foram apenas delírios, e continuamos todos aqui remando com as quatro patas em direção a um continente fictício, cada vez mais boquiabertos com a lastimável condição humana. Para amanhã, dia 21 de outubro está profetizada uma hecatombe planetária, o dia do Juízo Final, aquele mesmo que, segundo o pastor Harold Camping deveria ter acontecido no dia 21 de maio de 2011 e que não deixará pedra e nem Ong sobre Ong. Aliás, por que será que os deuses teriam estendido nosso aviso prévio por mais quatro meses? Para o beduíno Kadafi, evidentemente, o fim do mundo aconteceu um dia antes! 

Mas, e se desta vez o pastor estiver com a razão? Se amanhã cedo o planeta estiver transformado numa bola de ruínas, com mares sanguinolentos e com prontuários, processos, violinos, bíblias, cigarras, calcinhas e cuecas, computadores e pacotes de dinheiro flutuando no meio de corpos e de destroços? E se alguém de nós, (ou de vós) por castigo, se salvasse? E se algum Noé tivesse que esperar as águas baixarem e reiniciar toda essa pantomima e toda essa baboseira novamente? Será que algum terráqueo ou algum mané altruísta se candidataria? Ou então, e se depois do desastre a terra com seus escombros e com todas suas misérias ficasse um ou dois milhões de anos vazia, silenciosa, na mais profunda solidão, livre de buzinas, de cacarejos e de propinas? Livres do espiritismo, do catolicismo, do judaísmo, do islamismo e de todos os cretinismos???

São minguadas as esperanças disso vir acontecer! Tudo indica que essa lengalenga ainda irá muito mais longe e que amanhã cedo o Congresso ainda estará lá, no mesmo lugar, com suas ratazanas maiores engravatadas e com ares de seriedade defendendo implacavelmente os ratos menores e potencializando a mentirada geral que toma conta de absolutamente tudo.

Observem como só a mentira e o engodo progridem! E não é apenas o povo, mas a espécie que, desde sempre, precisa ser enganada. Voltaire, reproduz parte do papo entre dois confucionistas que se encontram por acaso: “Devemos imitar o Ser Supremo, que não nos mostra as coisas tais como são; faz-nos ver o Sol com um diâmetro de dois ou três pés, - por exemplo - embora este astro seja um milhão de vezes maior do que a terra; faz-nos ver a Lua e as estrelas pregadas sobre um fundo azul igual, quando estão a distâncias diferentes. Quer que uma torre quadrada nos pareça redonda; quer que o fogo pareça quente, quando não é quente nem frio; finalmente, rodeia-nos de erros, todos convenientes à nossa (miserável) natureza”.

DALE FARM (Ou a resistência dos ciganos de Londres)

DALE FARM (Ou a resistência dos ciganos de Londres)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A bala perdida que acertou Van Gogh...


Se Getúlio Vargas e outros suicidas românticos deram-se um tiro no peito incentivados, em parte, pelo mítico exemplo de Van Gogh (1890), foram vítimas de uma burla histórica e de um mal entendido. Uma nova biografia do maluco holandês escrita por Steven Naifeh e Gregory W. Smith asseguram que sua morte, apesar de ter ocorrido a milhares de quilômetros do Rio de Janeiro, foi causada nada mais nada menos que por uma bala perdida.

A bala perdida que acertou Van Gogh...


Se Getúlio Vargas e outros suicidas românticos deram-se um tiro no peito incentivados, em parte, pelo mítico exemplo de Van Gogh (1890), foram vítimas de uma burla histórica e de um mal entendido. Uma nova biografia do maluco holandês escrita por Steven Naifeh e Gregory W. Smith asseguram que sua morte, apesar de ter ocorrido a milhares de quilômetros do Rio de Janeiro, foi causada nada mais nada menos que por uma bala perdida.

sábado, 15 de outubro de 2011

O DEUS PRIAPO E AS DEMÊNCIAS DA PHALOCRACIA...








Nos últimos dias dois (homens públicos) de idades diferentes e ambos encolerizados trouxeram à tona o mito primitivo do phalo. O tal Rafinha mandou que uma repórter “chupasse seu grosso e vascularizado cacete” e o tal Felipão perguntou a um fotógrafo "Por que você não fotografava o meu pau?”. Se os nomes realmente têm algum significado secreto como tanto insistem os lacanianos, então se o "RAFINHA" tem um grosso e vascularizado imaginem o do "FELIPÃO"! Pelo dinheiro que os dois ganham administrando futilidades e jogando pasto para as cabras é bem provável que se insistirem um pouco terão seus “desejos” realizados. Mas o que importa mesmo não é isso, mas sim lembrar à população passiva, boquiaberta e curiosa, que, apesar das duas ou três matronas que marcaram a história, foi sempre o pau que gerenciou e comandou o mundo uma vez que os “machos”, (psicologicamente priapos) são conscientemente escravos e reféns da ereção desde que nascem até o dia que caem duros por aí, vítimas de um infarto, de uma bala ou de um bujão de gás.

Por que você não chupa o MEU cacete? Por que você não fotografa o MEU pau? Vejam a ênfase no MEU dada pelos dois senhores. Mas isto não é novidade. Desde sempre e em todas as culturas primitivas o phalo foi cultuado, reverenciado, usado para sustentar a lógica e o poder tanto do chimpanzé como do patriarcado etc, etc... Quanto mais grosso e vascularizado, mais poder, mais mito, mais esperma, mais fertilidade, mais virilidade etc., etc. E assim se vêm melancolica e secularmente seguindo pelos séculos a fora, cada idiota com o seu, fino ou grosso, vascularizado ou anêmico entre as pernas, o qual, misteriosamente, mesmo estando 99% do tempo mole como um molusco, tem servido para que os sujeitos se exibam, se arrombem e se estuprem mutuamente, para que inflem momentaneamente seus egos, hipnotizem-se e criem para si e para os demais uma vã ilusão de transcendência.


O DEUS PRIAPO E AS DEMÊNCIAS DA PHALOCRACIA...








Nos últimos dias dois (homens públicos) de idades diferentes e ambos encolerizados trouxeram à tona o mito primitivo do phalo. O tal Rafinha mandou que uma repórter “chupasse seu grosso e vascularizado cacete” e o tal Felipão perguntou a um fotógrafo "Por que você não fotografava o meu pau?”. Se os nomes realmente têm algum significado secreto como tanto insistem os lacanianos, então se o "RAFINHA" tem um grosso e vascularizado imaginem o do "FELIPÃO"! Pelo dinheiro que os dois ganham administrando futilidades e jogando pasto para as cabras é bem provável que se insistirem um pouco terão seus “desejos” realizados. Mas o que importa mesmo não é isso, mas sim lembrar à população passiva, boquiaberta e curiosa, que, apesar das duas ou três matronas que marcaram a história, foi sempre o pau que gerenciou e comandou o mundo uma vez que os “machos”, (psicologicamente priapos) são conscientemente escravos e reféns da ereção desde que nascem até o dia que caem duros por aí, vítimas de um infarto, de uma bala ou de um bujão de gás.

Por que você não chupa o MEU cacete? Por que você não fotografa o MEU pau? Vejam a ênfase no MEU dada pelos dois senhores. Mas isto não é novidade. Desde sempre e em todas as culturas primitivas o phalo foi cultuado, reverenciado, usado para sustentar a lógica e o poder tanto do chimpanzé como do patriarcado etc, etc... Quanto mais grosso e vascularizado, mais poder, mais mito, mais esperma, mais fertilidade, mais virilidade etc., etc. E assim se vêm melancolica e secularmente seguindo pelos séculos a fora, cada idiota com o seu, fino ou grosso, vascularizado ou anêmico entre as pernas, o qual, misteriosamente, mesmo estando 99% do tempo mole como um molusco, tem servido para que os sujeitos se exibam, se arrombem e se estuprem mutuamente, para que inflem momentaneamente seus egos, hipnotizem-se e criem para si e para os demais uma vã ilusão de transcendência.