"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

A idéia quase genial do Trump de armar professores...


"A nostro avviso la famiglia é e deve restare la cellula madre della società fascista..." 
Antigo proverbio italiano

 Sinceramente, sem nenhum sarcasmo, achei quase genial a idéia do Presidente Trump de armar os professores para combater a onda de massacres que vem ocorrendo nas escolas americanas.  
Afinal, se a grande maioria dos professores dos últimos séculos, através das letras, do giz e de gritos condenou o mundo à ignorância e à mediocridade que bem conhecemos, quem sabe agora, através das armas, não consigam do dia para a noite, promover um UP neste patético cotidiano e nesta ordinária existência!.. 
E depois, aqui pelos lados da América Latina, quem é que ainda não ouviu uma TIA neurastênica, com uma régua na mão, esbravejar o velho refrão espanhol: "la letra con sangre entra"? Claro que seria cômico e bizarro ver a maioria de nossos professores, inclusive os universitários, que não sabem nem descascar uma laranja ou trocar uma lâmpada, ministrando aulas com um rifle a tiracolo ou com uma AR 15 sobre o birô ao lado de um arcaico e caduco dicionário de latim...  Quanto aos alunos, independente das idéias do Trump e do nível escolar em que estejam, se torna cada vez mais urgente a leitura do PEQUENO LIVRO VERMELHO DA ESCOLA (Do estudante), escrito por Jesper Jensen e Soren Hansen, proibido e demonizado nos anos 80. 

Tudo em nome da irmandade, da fé, de Deus e, claro, do Marques de Sade...


"Só há um remédio para o desespero: a oração. A oração que pode tudo, até mesmo inventar um Deus..."

Cahiers, p. 234, Cioran




Vítima diz que pastor Marcos gostava de orgias com fiéis e fez sexo a três até com irmã de Marcinho VP


"O pastor Marcos Pereira, preso anteontem à noite pelo estupro de duas mulheres, foi denunciado à polícia por mais quatro pessoas. A investigação da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) ouviu 30 testemunhas em um ano e, no total, outras 20 mulheres são citadas como vítimas do religioso. Segundo depoimentos, ele obrigava as fiéis a orarem enquanto faziam sexo, dizia a elas que iria salvá-las do demônio se mantivessem relações com ele e promovia orgias entre fiéis de sua igreja, a Assembleia de Deus dos Últimos Dias, em São João de Meriti.
"Estou vendo um espírito de lésbica em você". Essa teria sido uma das primeiras frases ditas pelo pastor a uma das vítimas. Segundo o depoimento da mulher — que contou à polícia ter sido estuprada pelo religioso entre 1997 e 2009 —, a violência começou assim que ela entrou para a igreja, aos 14 anos. A primeira relação dos dois teria sido na casa de uma fiel e, segundo o depoimento, "com o tempo, Marcos passou a trazer mulheres para participar dos atos sexuais ". Ainda de acordo com o relato, "uma vez se recorda que participou um garoto de programa". Ela contou também que o pastor passou a trazer outras fiéis da igreja para as orgias. Depois, o religioso ordenava aos participantes que pedissem perdão.
Outra vítima afirma que o pastor organizava orgias na casa de uma irmã do traficante Marcinho VP, em Ricardo de Albuquerque. Segundo o depoimento, ele obrigava a menina a ir dormir na casa da mulher e aparecia no local de madrugada. A vítima, então, "era obrigada a manter relações sexuais com os dois". Ela ainda afirma que o pastor a obrigava a "ter relações com um homem que ela não conhecia, como se fosse garota de programa".
— O pastor usava a oratória para convencer as vítimas. Se não fosse suficiente, usava a força física — diz Márcio Mendonça, titular da Dcod, que ainda investiga o pastor por quatro homicídios, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
Uma das vítimas, que na época era fiel da igreja, relata que o pastor recebia dinheiro do tráfico e, em troca, entregava CDs e DVDs de cantores gospel: "Ele recebia entre R$ 15 mil e R$ 20 mil dos traficantes e entregava CDs e DVDs no intuito de se resguardar na lavagem de dinheiro". Em outro relato, uma vítima conta que, em 2009, o pastor a chamou em seu gabinete, tirou suas roupas, deitou-a de bruços e "tentou a penetração em seu ânus". Ela afirma que "o pastor não conseguiu a penetração por não ter conseguido a ereção".
Ana Madureira Silva, ex-mulher do pastor, deu duas versões. Em depoimento à polícia, disse que o marido a estuprou. Ao EXTRA, nega a versão.
— Sou crente em Jesus, nunca menti. Que baixaria dizer que meu marido me estuprou. Me coloca numa situação vexatória. É golpe baixo.

Coação e homicídio
O pastor Marcos Pereira também vai responder na Justiça por coagir testemunhas. Ontem, os promotores Rogério Lima Sá Ferreira e Adriana Lucas de Medeiros denunciaram o pastor por intimidar uma mulher que havia acusado Marcos de abuso sexual. Os abusos teriam ocorrido quando a vítima tinha entre 12 e 14 anos. De acordo com a denúncia, em março de 2012, três homens, a mando do pastor, foram até a frente de uma loja onde a vítima trabalhava, em São João de Meriti, e passaram a fazer ameaças. Um deles fez gestos com dois dedos, e os apontou para a mulher, como $estivesse segurando uma arma.
— Os relatos não deixam dúvida da participação do pastor em crimes sexuais e de coação — disse o promotor.
O delegado Márcio Mendonça ainda investiga a participação do pastor no assassinato de Adelaide Nogueira dos Santos, em dezembro de 2006. Segundo testemunhas, ela era fiel da igreja e era abusada sexualmente pelo pastor. Indignada, a vítima começou a investigar se outras fiéis também eram abusadas pelo religioso. Um dos condenados pelo homicídio, Geferson Rodrigues dos Santos, é sobrinho do pastor.
De frente pro mar
Segundo a polícia, o pastor Marcos Pereira da Silva abusava de mulheres em seu gabinete na igreja, em casas de fiéis e em seu apartamento, na Avenida Atlântica, na praia de Copacabana, Zona Sul, avaliado em R$ 8 milhões. Ele foi preso na Rodovia Presidente Dutra, quando ia da igreja para o apartamento. Duas mulheres e um homem estavam no carro com ele. Um manobrista conta que, usualmente, o pastor chegava à noite. E com pompa de chefe de estado, numa espécie de comitiva formada por três carros. "Chegavam mulheres depois, a pé, com roupas da cabeça aos pés. Coisa da religião deles", disse Francisco Ferreira, que trabalha em frente ao prédio.
‘Ele dizia que ia me dar presentes’
O EXTRA conversou com uma das vítimas. Ela afirma que o pastor prometia presentes em troca das relações sexuais. A menina nunca cedeu. Após abandonar a igreja, ela depôs à polícia.
— Entrei para a igreja quando tinha 9 anos. Estudava na mesma escola que todas as meninas da igreja, e quem me levava de van para o colégio era um dos assistentes do pastor, que abusava de mim na volta. Contei aos meus pais, e eles foram ao pastor Marcos. Ele, então, me chamou ao gabinete dele. Estava lá sozinha. Ele me pediu para contar o que acontecia na van. Enquanto eu contava, ele repetia o que eu dizia em mim. Me apalpava, passava a mão nos meus seios, tentava me beijar. Meus pais me ouviam gritar do corredor, em frente à sala. Vendo que eu não queria ficar com ele, ele me deu um soco no meu seio esquerdo. Até hoje tenho a marca. Meus pais não acreditaram quando contei, e continuei sendo obrigada a frequentar a igreja. Dois anos depois, fui morar lá por três meses. Mesmo eu tendo medo do pastor, ele vivia atrás de mim, me oferecia carros, bolsas caras, viagens para o exterior se eu topasse ficar com ele. Uma vez, ele foi ao meu quarto, de madrugada, e me chamou para ir dormir sozinha com ele na Fazenda Vida Renovada, que ele tem em Nova Iguaçu. Não aceitei. Durante um culto, ele me chamou de vagabunda, safada, na frente de todos os fiéis. Nunca mais voltei na igreja depois daquele dia. Até hoje tenho medo dele, que ele faça alguma coisa comigo". (Jornal O globo, 21-02- 2018)

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Aos onanistas: - Mas então nem o sexo nos garante a tão prometida imortalidade... Quê fria! E quê furada!

"Enquanto uma cigana lê tua mão, a outra te esvazia os bolsos..."

(In: Tradições ocultas dos ciganos)
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Morte de cinco estrelas do cinema pornô alerta para riscos da indústria




Um dia antes de morrer, aos 23 anos, a jovem estrela de filmes pornográficos Olivia Lua tuitou: "Nada mais me assusta", com uma foto sua vestida de preto e olhando para a câmera com seriedade. Na quinta-feira, 18 de janeiro, foi encontrada morta no centro de reabilitação de West Hollywood (Los Angeles), onde havia se internado dias antes por causa de uma recaída. Mistura de álcool e pílulas acabaram com a vida de Lua, que se afundou no vício nas drogas e passou por um baque no trabalho. Lua - também conhecida como Olivia Voltaire - é a quinta atriz de cinema adulto que morreu em circunstâncias trágicas na América do Norte desde o falecimento, em 9 de novembro, da canadense Shyla Stylez, de 35 anos, na casa da sua mãe, em Calgary. Sua família se limitou a informar que ela morreu "enquanto dormia". Stylez era uma veterana do cinema do sexo que há uma década chegou ao chamado Vale do Pornô (Califórnia). Em 2016, depois de uma carreira acelerada em que gravou mais de 400 filmes, decidiu se aposentar.
As outras três mortes seguidas de atrizes pornô - sem conexão entre elas - foram de Olivia Nova, de 20 anos e que estava na profissão há menos de um ano, morta em 7 de janeiro em Las Vegas, vítima de sepse; August Ames, de 23 anos, se enforcou em 6 de dezembro em Los Angeles e havia passado por uma fase muito difícil, depois de ser acusada de homofobia por fazer uma menção negativa ao pornô gay; e Yuriza Beltrán, ou Yuri Luv, de 31 anos, que perdeu a vida também em dezembro, na sua cidade natal californiana, a capital do pornô americano, por overdose de pílulas. Meses antes desta série de cinco mortes de atrizes, em julho, January Seraph também havia se enforcado, em São Francisco. Aos 34 anos, havia gravado mais de cinquenta filmes pornográficos e padecia de uma severa depressão.










August Ame, de 23 anos, em uma imagem publicada em sua Instagram.

Essas tragédias ativaram os alertas sobre os riscos mentais da indústria do pornô e as deficientes condições laborais de suas trabalhadoras, muitas das quais não têm plano de saúde ou recursos suficientes para lidar, em terapia, com as complexidades do ofício e em um contexto de deterioração do mercado de trabalho no setor. Pirataria, novas plataformas de difusão e um aumento exponencial do número de pessoas que buscam emprego no pornô golpearam o setor, e cada vez mais as atrizes encontram mais dificuldades para trabalhar e receber dinheiro com regularidade. A isso, juntam-se outros fatores de estresse psicológico, como a estigma social, o medo de envelhecer e as oscilações emocionais de uma atividade que produz adrenalina e causa profundos vazios nos intervalos sem contratos.
"Temos que criar mais redes de cooperação e mais comunidade entre as trabalhadoras. É importante não sentir que você tem um segredo sujo e poder encontrar terapia", disse a atriz Ginger Banks, após a série de mortes. "A maneira com que a sociedade nos olha nos deprime mais e faz com que nos sintamos cidadãs de segunda classe." O psicólogo Gad Saad, que estudou o mundo do cinema pornô, declarou à Fox News: "Quando a câmera está ligada, todo mundo está feliz. O problema é quando o trabalho fica escasso, o telefone para de tocar e as atrizes se perguntam: 'E agora?'. As estrelas do pornô não são as melhores em fazer planos para o futuro." Saad considera que uma estratégia útil é ajudá-las a pensar em alternativas de vida em médio prazo.


A ex-atriz Ela Darling, que foi presidenta de uma organização de defesa das atrizes pornô, colocou o dedo na ferida da precariedade laboral, afirmando que os salários reduzidos (700 dólares para gravar com outra mulher e mil com um homem) levam as trabalhadoras a aceitar roteiros com práticas de sexo mais fortes - "qualquer coisa extrema". "O pornô não é um trabalho ruim", disse Darling, "o duro é ser freelance e são muito difíceis os períodos com poucos trabalhos em que você fica sozinha, perguntando-se se voltará a trabalhar. Para uma atriz pornô, não é tão fácil deixar o seu ofício e, digamos, ser professora. E não estar ocupada pode levar a coisas negativas".
Os Estados Unidos são a Meca do cinema pornô, com um volume econômico, em 2016, de 17,2 bilhões de dólares (equivalente a 54 bilhões de reais) naquele país, com 60% da sua produção concentrada no condado de Los Angeles. Mundialmente, a cifra sobe a 97 bilhões de dólares. Um negócio enorme e, por trás das telas, ficam esquecidos os dramas de mulheres sem um ambiente de apoio ao alcance das mãos. O choque desta série de mortes fez com que os Estados Unidos se perguntassem: quem cuida das atrizes pornô? (El País de 16-02-2018)

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Intervenção metafísica do Mendigo K...


"Criaremos um DADA cotidiano, uma anti-estética da vida de todos os dias. O que está além da beleza será inventado pelo ato revolucionário, criado por gestos sutis, teus olhos cruzando-se com os meus na rua e vendo-nos por primeira vez, a imagem de uma garota chinesa agachando-se para amarrar o cordão do sapato, com a ponta de sua cabeleira negra acariciando a calçada, e será criado pelo descobrimento da disciplina não ordenada ou de uma autêntica loucura..."
David Cooper

Neste domingo, mais ou menos chuvoso, mais ou menos ensolarado, encontrei o mendigo K sentado nas proximidades do Palácio do governo. Estava visivelmente agitado e intolerante assistindo a um bando de periquitos que banqueteava umas papoulas de girassol. Quando me viu, deu um grito, que fez o bando de pássaros alçar voo e atravessou a rua para comentar comigo a tal Intervenção Federal no Rio de Janeiro.
Você já dever ter percebido - foi falando - como, com essa Intervenção no Rio de Janeiro aumentaram os delírios e as paranóias e com elas as discussões sobre Esquerda/Direira, militarismo/civilismo, Ética/corrupção e etc. Intervenção militar no governo ou eleições? comunismo, capitalismo? Se houve ditadura militar ou não houve? Se estamos numa ditadura civil ou não? Se somos ateus ou beatos? Ateus moralistas ou beatos amorais? E etc. 
Até os mendigos, as donas de casa e os entregadores de gás estão querendo esclarecer estas questões, como se realmente fosse possivel, como se realmente existisse no país uma clara ideologia comunista e uma clara ideologia capitalista....
Quem saberia dizer o que é uma e o que é outra? Quem é uma coisa e quem é outra coisa? Quando aqui tudo é miscigenado e heterogêneo... 
Não, ninguém nem sabe do que está falando. Dos dois lados, ninguém lê nada! Ninguém estuda nada!  Ninguém têm idéia de nada! Até as queixas são simplórias e domésticas! Os militaristas enxergam comunistas e esquerdistas por todos os lados; os tais esquerdistas/socialistas identificam direitistas e fascistas a torta e à direita... Puros fantasmas! 
O que há realmente é uma legião imensa de bobalhões analfabetos e desvairados se debatendo por poder e para encher as tripas... 
E o que realmente querem saber é quem ficará com as chaves do Tesouro Nacional pelos próximos cinquenta anos? Para não dizer quinhentos... 
Um horror de estelionatários! 
Uns colocam a culpa em Marx, em Lênin, em Fidel e em Gramsci, outros lembram o Geisel, Pinochet, Mussolini, Franco e Salazar... Pura ignorância! Ambos os lados turvam as águas para dar impressão de profundidade! 
O que realmente é uma incógnita é: por quê o partido que governou o país durante quase quinze anos (com um orçamento astronômico) jogou o poder de volta nos braços de seus opositores sem ter antes:
1. Deixado nosso sistema de saúde impecável, funcionando em prédios cinco estrelas, em quatro turnos, com profissionais de primeira linha?
2. Deixado nosso Primeiro Grau num nível espetacular onde as crianças sairiam falando três idiomas, lido a obra inteira de Jorge Luis Borges, sabendo resolver os teoremas de Pitágoras e, pelo menos, sabendo qual é a capital do afganistão?
3. Sem ter antes colocado a Amazônia num lugar de intocabilidade.
4. Controlado de maneira absoluta a extração de pedras preciosas.
5. Proibido a criação de cachorros com mais de quinze quilos em prédios de apartamentos.
6. Condenado à guilhotina aqueles agricultores canalhas que há décadas pulverizam venenos sobre os alimentos que produzem, principalmente sobre os pimentões.
7.  Transformado os presídios e as cadeias em fazendas e em fábricas.
8. Criado a obrigatoriedade da população inteira, lavar-se as mãos, pelo menos, três vezes por dia. Os garçons, cozinheiros e profissionais de saúde que descumprissem essa norma poderiam ir para a guilhotina junto aos agricultores,
e os pais ou adultos que falassem de religião para crianças menores de 10 anos seriam indiciados por crime semelhante ao da pedofilia.
9. Como é que devolveram o poder depois de quinze anos sem antes ter instituído um imposto superior ao do álcool e ao da gasolina aos pais que tivessem mais de dois filhos.
 Sem antes ter criado uma lei onde a hipocondria seria interpretada como falsidade ideológica. 
 Sem antes ter instituído uma norma que garantisse o fim absoluto dos cemitérios. E onde cada quadra deveria ter seu crematório próprio... e onde a eutanásia
 seria um direito, uma cláusula pétrea dos protocolos de civilidade.
E onde os casamentos, como os queijos, teriam validade máxima de dois anos.... 
E onde a propagação da mentira de que a morte seria a passagem para outra forma de existência e que os insubmissos iriam para o inferno seria encarada pelos juízes como uma forma infame de estelionato e de terrorismo...
Colocou um ponto final em seu discurso ao mesmo tempo em que acendia um cigarro e desaparecia na direção de um acampamento de seus camaradas que foi provisoriamente montado lá por aqueles lados... 
Segui meu caminho refletindo sobre suas idéias e ouvindo que gritava: Bazzo, ainda criaremos um Dada cotidiano! Uma disciplina não ordenada e uma autêntica loucura!...


sábado, 17 de fevereiro de 2018

De paranóia em paranóia... e de ficção em ficção... se van los dias...

Cientistas desenvolvem terapia virtual contra paranoia e ansiedade (Correio Braziliense do dia 16-02)



(foto: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)

Uma terapia que combina realidade virtual com tratamentos tradicionais, desenvolvida por cientistas na Holanda, pode se tornar um grande aliado para combater a paranoia e a ansiedade em pessoas com transtornos psicóticos. Testes clínicos realizados em 116 pacientes tiveram resultados promissores, descreveram cientistas na revista The Lancet Psychiatry. Segundo o estudo, os exercícios tornaram as relações sociais dos pacientes menos tensas.
Embora animado, o grupo de especialistas liderado por Roos Pot-Kolder, da VU University da Holanda, destaca que mais testes são necessários para confirmar os benefícios a longo prazo desse tipo de tecnologia, que simula estar em uma realidade cheia de avatares virtuais.
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Estima-se que até 90% dos pacientes com psicoses têm pensamentos paranoicos, o que os leva a perceber ameaças onde não há nenhuma. Como resultado, muitos evitam lugares públicos, assim como o contato com pessoas, passando muito tempo sozinhos. A terapia cognitivo-comportamental (CBT), em que os pacientes recebem ajuda para superar problemas que parecem esmagadores, ajuda a reduzir a ansiedade, mas faz pouco para controlar a paranoia.  Daí a expectativa em torno do novo estudo.
Para o teste, os 116 participantes receberam um tratamento tradicional, com medicação antipsicótica e consultas com o psiquiatra. Metade deles também praticou interações sociais em um ambiente virtual. Essa parte da terapia consistiu em 16 sessões de uma hora de duração, num período de entre oito a 12 semanas.
Os pacientes foram expostos, por meio de avatares virtuais, a situações sociais que provocariam medo e paranoia em quatro cenários: a rua, o ônibus, o café e o supermercado. Os terapeutas podiam alterar a quantidade de avatares, sua aparência e se as respostas já registradas para o paciente eram neutras ou hostis. Os especialistas também aconselhavam os participantes, ajudando-os a explorar e testar seus próprios sentimentos em diferentes situações.
Eles foram avaliados no início do teste, três meses e seis meses depois. O estudo revelou que a exposição à realidade virtual não aumentou o tempo que os participantes passaram com outras pessoas, mas, sim, a qualidade das interações. “A adição da realidade virtual aos tratamentos tradicionais reduziu os sentimentos paranóicos e o uso de comportamentos ansiosos em situações sociais, em comparação com a terapia padrão sozinha”, resumiu a autora principal, Roos Pot-Kolder. 

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Enquanto isso.., na terra de Xico Xavier...

Ranking da 'pegação' no carnaval causa revolta em cidade de Minas Gerais



(foto: Reprodução/Facebook)

Um cartaz com uma suposta pontuação para a “pegação” no carnaval de Bom Sucesso, na região Centro-Oeste de Minas, está dando o que falar na cidade. No facebook, dezenas de mulheres – e até de homens – postaram comentários contra o que classificaram de “cultura de misoginia, homofobia e gordofobia”. 
O cartaz traz pontos de acordo com perfil dos parceiros. A maior pontuação (30) seria concedida a quem ficar com uma anã. Uma “novinha de 15 a 20 anos” rende 25 pontos, enquanto uma mãe solteira garante 17 pontos no ranking. 
A homofobia é clara: quem ficasse com um travesti seria eliminado “do jogo”, com transexual ganharia apenas 0,5 e o relacionamento com um gay geraria uma punição de “suspensão” de cinco carnavais.
Em página do Facebook voltada para notícias de Bom Sucesso, vários moradores manifestaram indignação. Alguns ainda postaram em suas páginas pessoais uma cópia da foto e criticaram o ato. 
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O cartaz foi afixado em uma árvore em frente a uma casa onde estaria concentrado o bloco “Ousadia e alegria” – é uma tradição na cidade que os grupos tenham o seu “QG” durante o Carnaval. 
 Um dos integrantes do grupo é o secretário municipal de Esporte e Turismo Matheus Vinícius Rodrigues da Silva. Por telefone, ele negou qualquer participação na brincadeira.
 “A faixa estava lá, mas não fui eu quem colocou. Perguntei no turma e não foi nenhum de nós”, afirmou o secretário. Matheus Vinícius disse ainda que não concorda com esse tipo de brincadeira, até porque “ofendeu muita gente”. (Correio Braziliense)